Quando eu era criança, meu tio pegava o violão e me convidava para cantar com ele. Essa composição do Lupicínio era minha favorita (ai, como eu gostava!) e eu ficava assim, horas e horas desafinando e pedindo para ele repetir tudo de novo...
Lembrança boa da infância, lembrança de uma boa música e de bons momentos. Vale postar para celebrar a nostalgia...
Felicidade foi- se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora
A minha casa fica lá de traz do mundo
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa,mas como é que a gente voa quando começa a pensar?Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora
Na minha casa tem um cavalo tordilho
que é irmão do que é filho daquele que o Juca tem
E quando pego meu cavalo e encilho
Sou pior que limpa trilho e corro na frente do trem
domingo, 30 de novembro de 2008
Chico, por que me consomes??
Nada de auto-biográfico, mas essa música não sai da minha cabeça.
Tudo culpa do Chico, sempre o Chico..
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheresQue só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim
Tudo culpa do Chico, sempre o Chico..
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheresQue só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim
Já dizia o velho samba...
Chorei
Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima
Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima
Domingo...
Domingão...
Apesar de já ser segunda-feira, andei muito relapsa com meu blog e resolvi postar assim mesmo, na madrugada.
... como se muitas pessoas tivessem contato com ele (eu sou muito utópica com algumas coisas, confesso..)
Bom, estou em uma nova fase. Colorida, por assim dizer. E percebi que quando estou mais feliz perco um pouco o ritmo com a escrita. Uma merda, isso, mas é meu funcionamento. E ponto.
Aliás, aprendi muito a me conhecer e a me respeitar. Acho que isso foi o grande ganho da fase cinza. Ser Liciane não é tarefa fácil mas, por favor, é o que eu POSSO SER e o que eu, de fato, SOU. E isso tem seus altos e baixos. Tinha momentos em que eu pedia aos céus para ser igual a um monte de gente que existe por aí: mais calma, mais previsível, mais conformada com o mundo e com a rotina. Sabe aquele tipo de funcionamento catalogado como "normal" nos consultórios psicológicos e psiquiátricos? Sabe aquelas pessoas que aos 20 anos já programaram mentalmente toda uma vida e passam todos os minutos da suas existências buscando a esposa-marido, a casa, o carro e o emprego certos ? Que limitam a felicidade a uma rotina calma e sem maiores atropelos? Pois bem, amigos...houve momentos em que isso, para mim, era sinônimo de felicidade. Só que eu não sou assim. E ponto. Eu quero a sorte de um amor tranquilo, filhos no futuro e carteira assinada, mas também quero a aventura, o gosto do novo, o risco do desconhecido, a sensação de buscar uma nova Liciane a cada dia. E hoje, aii, hoje eu sei que isso não é errado! Que isso não descarta a casa no campo com flores, marido, filhos e cachorro.
Que bom é viver o dia-a- dia e descobrir coisas novas. Mesmo que estas coisas sejam do nosso próprio interior!
Descobrir-se aos 30 é uma tarefa ousada. Acho que muita coisa eu deveria ter feito aos 20, mas paciência: essa sou eu. Agora, aos 30, eu quero mais é ser saudável, feliz e gostosa. Para tanto, vou iniciar umas aulas de Body Pump e caminhadas na esteira. Espero correr, mas isso tem seu tempo e não estou com pressa... Já perdi 3, 400 kg e meu próximo objetivo é consertar minha bunda, vítima de muita Coca-Cola e bolachinhas recheadas no passado. Até para isso não estou com pressa. Tenho celulite há mais de 8 anos e não morri. Sigo malhando o cérebro, mas agora dando uma atenção especial para essa parte esquecidinha (mas tão lembrada na hora de comprar biquinis, ai...)
Também determinei algumas metas: quero perder mais 2 kilos e chegar aos meus sonhados 50 kg. Vou ter uma bunda bacana e ficar com as pernas e braços torneados. Pretendo pegar um sol nesse verão e tirar esse aspecto de Gasparzinho que me acompanha de longa data. Ahhhh, e também vou fazer um ajustezinho estético no rosto, mas isso eu conto pessoalmente a quem interessar...enfim, estou olhando para mim e percebendo que a única responsável pela minha felicidade sou eu!
Bom, depois dessas filosofadas estéticas, resta-me dormir....
Quero registrar aqui que meu domingo foi ótimo, como há tempos não era. Revi a minha prima e seu filhote amado, a Bru amada, Rodnei e Vanessa. Bati algumas fotos engraçadas (já estão no meu álbum do Orkut) e ri muito, muito mesmo. De ficar com a boca doendo depois. E isso é uma delícia! Aqui ao lado vai uma delas, com vassoura e tudo...
Acho que vou dormir tranquilinha, tranquilinha...
Apesar de já ser segunda-feira, andei muito relapsa com meu blog e resolvi postar assim mesmo, na madrugada.
... como se muitas pessoas tivessem contato com ele (eu sou muito utópica com algumas coisas, confesso..)
Bom, estou em uma nova fase. Colorida, por assim dizer. E percebi que quando estou mais feliz perco um pouco o ritmo com a escrita. Uma merda, isso, mas é meu funcionamento. E ponto.
Aliás, aprendi muito a me conhecer e a me respeitar. Acho que isso foi o grande ganho da fase cinza. Ser Liciane não é tarefa fácil mas, por favor, é o que eu POSSO SER e o que eu, de fato, SOU. E isso tem seus altos e baixos. Tinha momentos em que eu pedia aos céus para ser igual a um monte de gente que existe por aí: mais calma, mais previsível, mais conformada com o mundo e com a rotina. Sabe aquele tipo de funcionamento catalogado como "normal" nos consultórios psicológicos e psiquiátricos? Sabe aquelas pessoas que aos 20 anos já programaram mentalmente toda uma vida e passam todos os minutos da suas existências buscando a esposa-marido, a casa, o carro e o emprego certos ? Que limitam a felicidade a uma rotina calma e sem maiores atropelos? Pois bem, amigos...houve momentos em que isso, para mim, era sinônimo de felicidade. Só que eu não sou assim. E ponto. Eu quero a sorte de um amor tranquilo, filhos no futuro e carteira assinada, mas também quero a aventura, o gosto do novo, o risco do desconhecido, a sensação de buscar uma nova Liciane a cada dia. E hoje, aii, hoje eu sei que isso não é errado! Que isso não descarta a casa no campo com flores, marido, filhos e cachorro.
Que bom é viver o dia-a- dia e descobrir coisas novas. Mesmo que estas coisas sejam do nosso próprio interior!
Descobrir-se aos 30 é uma tarefa ousada. Acho que muita coisa eu deveria ter feito aos 20, mas paciência: essa sou eu. Agora, aos 30, eu quero mais é ser saudável, feliz e gostosa. Para tanto, vou iniciar umas aulas de Body Pump e caminhadas na esteira. Espero correr, mas isso tem seu tempo e não estou com pressa... Já perdi 3, 400 kg e meu próximo objetivo é consertar minha bunda, vítima de muita Coca-Cola e bolachinhas recheadas no passado. Até para isso não estou com pressa. Tenho celulite há mais de 8 anos e não morri. Sigo malhando o cérebro, mas agora dando uma atenção especial para essa parte esquecidinha (mas tão lembrada na hora de comprar biquinis, ai...)
Também determinei algumas metas: quero perder mais 2 kilos e chegar aos meus sonhados 50 kg. Vou ter uma bunda bacana e ficar com as pernas e braços torneados. Pretendo pegar um sol nesse verão e tirar esse aspecto de Gasparzinho que me acompanha de longa data. Ahhhh, e também vou fazer um ajustezinho estético no rosto, mas isso eu conto pessoalmente a quem interessar...enfim, estou olhando para mim e percebendo que a única responsável pela minha felicidade sou eu!
Bom, depois dessas filosofadas estéticas, resta-me dormir....
Quero registrar aqui que meu domingo foi ótimo, como há tempos não era. Revi a minha prima e seu filhote amado, a Bru amada, Rodnei e Vanessa. Bati algumas fotos engraçadas (já estão no meu álbum do Orkut) e ri muito, muito mesmo. De ficar com a boca doendo depois. E isso é uma delícia! Aqui ao lado vai uma delas, com vassoura e tudo...
Acho que vou dormir tranquilinha, tranquilinha...
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
hoje...
Hoje foi uma quinta bacana...
Trabalhei, trabalhei e tive aula. Fui banca de um trabalho de conclusão e percebi que ganhei mais um aliado na causa do crack. Talvez ninguém saiba (até pq quase ninguém lê este blog), mas repensar a saúde através de políticas de inclusão vem me seduzindo bem mais do que alguns contos eróticos. Maiores informações vide Currículo Lattes...Aliás, estou descobrindo autores e assuntos incríveis no meu pós em Saúde Mental Coletiva. Puta merda, cada aula faz meu cérebro fervilhar, mas no bom sentido. Nunca imaginei que esta especialização pudesse mudar meus conceitos, tantos.
Está sendo quase terapêutico.
Na volta da aula, perto das 22h, caminhei pela Osvaldo e percebi Poa. Melhor: repercebi Poa. Senti o Bom Fim, as pessoas, o clima de uma quinta-feira à noite. Me senti pertencente àquilo tudo, à noite, às pegadas que deixei, invisíveis, naquela avenida.
Fazia tempo que não me sentia tão viva...
Enfim, acho que hoje repaginei minha rotina. Estou feliz. Felicidade, eita, nem lembrava que tu existias...seguirei as sábias palavras de Odair José: Felicidade não existe. O que existe na vida são momentos felizes. Sabedoria brega, porém muito verdadeira...
Agora vou tomar um banho demorado e cair na minha cama. A noite pede para ser aproveitada, mas não estou com pressa...quero aproveitar este momento de felicidade puro, ingênuo e gratuito e dormir com os anjinhos (e eu tenho certeza que mereço!)
Trabalhei, trabalhei e tive aula. Fui banca de um trabalho de conclusão e percebi que ganhei mais um aliado na causa do crack. Talvez ninguém saiba (até pq quase ninguém lê este blog), mas repensar a saúde através de políticas de inclusão vem me seduzindo bem mais do que alguns contos eróticos. Maiores informações vide Currículo Lattes...Aliás, estou descobrindo autores e assuntos incríveis no meu pós em Saúde Mental Coletiva. Puta merda, cada aula faz meu cérebro fervilhar, mas no bom sentido. Nunca imaginei que esta especialização pudesse mudar meus conceitos, tantos.
Está sendo quase terapêutico.
Na volta da aula, perto das 22h, caminhei pela Osvaldo e percebi Poa. Melhor: repercebi Poa. Senti o Bom Fim, as pessoas, o clima de uma quinta-feira à noite. Me senti pertencente àquilo tudo, à noite, às pegadas que deixei, invisíveis, naquela avenida.
Fazia tempo que não me sentia tão viva...
Enfim, acho que hoje repaginei minha rotina. Estou feliz. Felicidade, eita, nem lembrava que tu existias...seguirei as sábias palavras de Odair José: Felicidade não existe. O que existe na vida são momentos felizes. Sabedoria brega, porém muito verdadeira...
Agora vou tomar um banho demorado e cair na minha cama. A noite pede para ser aproveitada, mas não estou com pressa...quero aproveitar este momento de felicidade puro, ingênuo e gratuito e dormir com os anjinhos (e eu tenho certeza que mereço!)
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Bom, acabei postando novamente ( eu sempre me traio nisso..)
Convivo comigo há 30 anos e sei bem dos meus defeitos...
Apesar dos pesares, sempre fui inteira em cada situação, com cada pessoa, em todos os momentos. Se tu és meu amigo, pode ter certeza que terás uma fiel escudeira para toda a eternidade.Se acaso me amares, terás um amor incondicional ao seu lado.
Qualidades? Defeitos?
Não sei. Sinceramente, não sei. Em menos de 24h a vida me colocou algumas situações em prova, e estou confusa, muito confusa. Nem braba, nem nervosa, apenas confusa, confusa..
As palavras retumbam, o coração bate forte, o choro fica trancado.
Melhor tomar um Naldecon e dormir umas 20 horas, pelo menos...
Convivo comigo há 30 anos e sei bem dos meus defeitos...
Apesar dos pesares, sempre fui inteira em cada situação, com cada pessoa, em todos os momentos. Se tu és meu amigo, pode ter certeza que terás uma fiel escudeira para toda a eternidade.Se acaso me amares, terás um amor incondicional ao seu lado.
Qualidades? Defeitos?
Não sei. Sinceramente, não sei. Em menos de 24h a vida me colocou algumas situações em prova, e estou confusa, muito confusa. Nem braba, nem nervosa, apenas confusa, confusa..
As palavras retumbam, o coração bate forte, o choro fica trancado.
Melhor tomar um Naldecon e dormir umas 20 horas, pelo menos...
confusão
Não sei muito o que pensar...
Ouvi algumas coisas agora a pouco que fizeram meu chão tremer alguns pontos na escala Rischter...
Preciso digerir, preciso dormir...
Hoje, sem mais palavras. Estou em transe.
Ouvi algumas coisas agora a pouco que fizeram meu chão tremer alguns pontos na escala Rischter...
Preciso digerir, preciso dormir...
Hoje, sem mais palavras. Estou em transe.
O sexo e as palavras
" As palavras têm sexo (...) Amam-se umas às outras. E casam-se. O casamento dels é o que chamamos de Estilo"
Salve, Machado de Assis...
Salve, Machado de Assis...
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Apaixonite Aguda
e o pinto vai para...
A propósito...
O prêmio "pinto colorido" vai para mim mesma!
E eu quero um roxo!
O prêmio "pinto colorido" vai para mim mesma!
E eu quero um roxo!
na segunda...

Conforme prometi a mim mesma, estou postando novamente nesta segunda-feira.
Depois de um período difícil, seguido de outro mais complicado ainda, resolvi que sairei da fase cinza.
É... e sair de fases não é tarefa fácil.
Muitas coisas puderam ser digeridas nesse período. O valor da vida, as pessoas que realmente amamos, as atitudes que necessitam ser repaginadas. A percepção de que muitos amigos nem sempre são irmãos, de que nosso grito de socorro muitas vezes não é entendido. Eu, que sempre doei meus ombros, meus ouvidos e minha paciência, não recebi a mesma acolhida de algumas pessoas. É, é foda, mas assim é a vida. E foi bom descobrir isso aos 30 (imagina se fosse aos 60??)
Isso, apesar de abalar algumas estruturas mais íntimas, também serve para fortalecer. Acho que hoje me sinto mais forte, mas não menos frágil. Eu deveria estar com uma grande tarja colada na testa: Cuidado, frágil! Apesar deste paradoxo forte-frágil, sigo tentando entender muitos sentidos, alguns significados e uma imensidão de respostas...
Acho que esse assunto nos faz pensar em outras questões: o que queremos para nossas vidas? Como eu quero ser para o outro, para o mundo? Neste ponto estou em paz comigo mesma (?!) Talvez meu excesso de empatia tenha me anulado, tenha feito eu perceber muito o outro e pouco a mim mesma. Talvez isso tenha sido o grande motivo para coexistirem tantas dúvidas em relação a mim mesma, e tantas certezas em relação aos que estão próximos a mim. Isso, porém, é assunto para psicólogos, astrólogos e mães -de -santo (e não sou nenhum dos três)
De resto, só posso afirmar que sigo buscando meu rumo. Mesmo que este rumo seja incerto.
Bom, para algum possível leitor, cabe a dúvida: "Estará ela saindo da tal fase cinza, com um texto tão down como este?" Minha resposta é direta: leia este texto com outros olhos...sinta as entrelinhas e seus contextos. Nem sempre um texto "yupii!!" representa o verdadeiro sentido da alma. E nem sempre o cinza, caro amigo, é algo pesado, densamente pesado...
Depois de um período difícil, seguido de outro mais complicado ainda, resolvi que sairei da fase cinza.
É... e sair de fases não é tarefa fácil.
Muitas coisas puderam ser digeridas nesse período. O valor da vida, as pessoas que realmente amamos, as atitudes que necessitam ser repaginadas. A percepção de que muitos amigos nem sempre são irmãos, de que nosso grito de socorro muitas vezes não é entendido. Eu, que sempre doei meus ombros, meus ouvidos e minha paciência, não recebi a mesma acolhida de algumas pessoas. É, é foda, mas assim é a vida. E foi bom descobrir isso aos 30 (imagina se fosse aos 60??)
Isso, apesar de abalar algumas estruturas mais íntimas, também serve para fortalecer. Acho que hoje me sinto mais forte, mas não menos frágil. Eu deveria estar com uma grande tarja colada na testa: Cuidado, frágil! Apesar deste paradoxo forte-frágil, sigo tentando entender muitos sentidos, alguns significados e uma imensidão de respostas...
Acho que esse assunto nos faz pensar em outras questões: o que queremos para nossas vidas? Como eu quero ser para o outro, para o mundo? Neste ponto estou em paz comigo mesma (?!) Talvez meu excesso de empatia tenha me anulado, tenha feito eu perceber muito o outro e pouco a mim mesma. Talvez isso tenha sido o grande motivo para coexistirem tantas dúvidas em relação a mim mesma, e tantas certezas em relação aos que estão próximos a mim. Isso, porém, é assunto para psicólogos, astrólogos e mães -de -santo (e não sou nenhum dos três)
De resto, só posso afirmar que sigo buscando meu rumo. Mesmo que este rumo seja incerto.
Bom, para algum possível leitor, cabe a dúvida: "Estará ela saindo da tal fase cinza, com um texto tão down como este?" Minha resposta é direta: leia este texto com outros olhos...sinta as entrelinhas e seus contextos. Nem sempre um texto "yupii!!" representa o verdadeiro sentido da alma. E nem sempre o cinza, caro amigo, é algo pesado, densamente pesado...
domingo, 16 de novembro de 2008
Extra, extra...

Ok, ok..
Desisti dos carneirinhos. Aliás, não estou em fase de bichinhos e outros elementos muito meigos. Acho que a visceralidade do momento exige coisas outras.
Escrever, por exemplo.
Estive pensando em momentos. Todos nós estamos neles, vivemos, sofremos, aproveitamos. Nem sempre, no entanto, eles são favoráveis a atos-bacaninhas-socias. Difícil entender que estou em um momento tão '"eu, eu mesma, sem Irene".Minha cama, meus livros e meus pensamentos são os perceiros mais constantes. Claro, existem os velhos e bons amigos de sempre, aqueles manos que a vida te dá e que te preenchem de um sentimento muito próximo da paz. Descobri que eles são poucos, mas intensos. Melhor assim.
Dia desses ,tive meu "Momento Amy Winehouse". Até bati umas fotinhos caseiras tentando ficar um pouquinho parecida com ela. Não, não estou fumando pedra nem quebrando tudo por aí, mas era preciso uma catarse visual, personificada, que representasse a "quebração" interna que estava vivendo. Quisera eu ter aquele vozeirão e sair por aí, vivendo de shows e de muita música....mas vivamos a realidade, Licicreidi!
Estou em busca de outros momentos. Momentos intensos, coloridos de novo, autênticos. Há dias que somos personagens de nossa própria novelinha das 8, não é verdade? Há dias que me sinto personagem de Nelson Rodrigues (e ainda não sei se isso é bom ou mau prognóstico...). Tem dias que gostaria de ser apenas uma guria latino-americana, com pouco dinheiro no bolso. Em outros, quero momentos lascivos, perigosos, aventurescos. De qualquer forma, quero a vida, em todas as suas formas, cores e intensidades. Mas também quero a sorte de um amor tranqüilo, uma casa no campo e algumas flores na janela.
Enfim, momentos...mesmo que muitos não se concretizem, vale a magia de sonhá-los e imaginá-los, diariamente. Se não fosse assim, qual seria a graça da vida? Contar carneirinhos antes de dormir?? Não, não..prefiro sonhar com os meus momentos (reais ou não..)
Desisti dos carneirinhos. Aliás, não estou em fase de bichinhos e outros elementos muito meigos. Acho que a visceralidade do momento exige coisas outras.
Escrever, por exemplo.
Estive pensando em momentos. Todos nós estamos neles, vivemos, sofremos, aproveitamos. Nem sempre, no entanto, eles são favoráveis a atos-bacaninhas-socias. Difícil entender que estou em um momento tão '"eu, eu mesma, sem Irene".Minha cama, meus livros e meus pensamentos são os perceiros mais constantes. Claro, existem os velhos e bons amigos de sempre, aqueles manos que a vida te dá e que te preenchem de um sentimento muito próximo da paz. Descobri que eles são poucos, mas intensos. Melhor assim.
Dia desses ,tive meu "Momento Amy Winehouse". Até bati umas fotinhos caseiras tentando ficar um pouquinho parecida com ela. Não, não estou fumando pedra nem quebrando tudo por aí, mas era preciso uma catarse visual, personificada, que representasse a "quebração" interna que estava vivendo. Quisera eu ter aquele vozeirão e sair por aí, vivendo de shows e de muita música....mas vivamos a realidade, Licicreidi!
Estou em busca de outros momentos. Momentos intensos, coloridos de novo, autênticos. Há dias que somos personagens de nossa própria novelinha das 8, não é verdade? Há dias que me sinto personagem de Nelson Rodrigues (e ainda não sei se isso é bom ou mau prognóstico...). Tem dias que gostaria de ser apenas uma guria latino-americana, com pouco dinheiro no bolso. Em outros, quero momentos lascivos, perigosos, aventurescos. De qualquer forma, quero a vida, em todas as suas formas, cores e intensidades. Mas também quero a sorte de um amor tranqüilo, uma casa no campo e algumas flores na janela.
Enfim, momentos...mesmo que muitos não se concretizem, vale a magia de sonhá-los e imaginá-los, diariamente. Se não fosse assim, qual seria a graça da vida? Contar carneirinhos antes de dormir?? Não, não..prefiro sonhar com os meus momentos (reais ou não..)
Insone...

Já é madrugada. Insônia, insônia...
Mesmo insone, não estou achando as palavras para escrever hoje. Estafa. Cansaço. Tédio.
Poderia escrever bobagens.
Poderia escrever sobre o meu dia e blás, blás
Poderia escrever um conto erótico (humm)
Mas alguma coisa me diz que preciso achar o sono (sabe-se lá onde ele deva estar escondido..)
Prometo que o conto erótico sai esta semana.
Vou contar meus carneirinhos...
Mesmo insone, não estou achando as palavras para escrever hoje. Estafa. Cansaço. Tédio.
Poderia escrever bobagens.
Poderia escrever sobre o meu dia e blás, blás
Poderia escrever um conto erótico (humm)
Mas alguma coisa me diz que preciso achar o sono (sabe-se lá onde ele deva estar escondido..)
Prometo que o conto erótico sai esta semana.
Vou contar meus carneirinhos...
sábado, 15 de novembro de 2008
Sonhos, cores, sabores, pensamentos...Estou cheia de palavras. Cheia não, plena. Sinto que elas saltam pipocantes pelo chão, pela minha cama. Cheia estaria se elas não mais coubessem em mim. Estas cabem e se acomodam nos cantinhos do peito, nas bordas da alma.Me ajeito na cama e elas saltam,gritam, me pedem alguma atitude.Abraço o travesseiro e milhares se explodem no ar, giram no entorno do abajur como a poeira que se ilumina pela luz do sol. p-a-l-a-v-r-a-s...Não há o que fazer. Estou perdida.Se reprimo morro, se libero me perco..Totalmente perdida...
Sábado analítico
Sábado...
Como todo bom sábado, este está enigmático. Até alguns minutos fazia calor, baita sol, vontade de ficar horas deitada nas gramas da Redenção. Agora, o céu ficou cinza e a preguiça, ai, a preguiça apertou...
Por falar em cinza, esta é a cor de minha atual fase de vida. Não vejo muita poesia nesse quesito, mas é a melhor forma de denominá-la. Existe um cinza interior, um cansaço híbrido, confuso. Sou fruto das minhas escolhas ao longo de 2008. Trabalhei tanto que esqueci que sou feita de células e sistemas fisiológicos. Trabalhei buscando coisas e alguns significados que não estavam lá, no meu ofício. E onde eles estarão?
- dentro de ti mesma, Liciane...
Sei. Inclusive, caso queiram guardar algo muito íntimo e valioso, ofereço o meu interior psíquico. Sim..ele é impenetrável, misterioso, quase um túmulo. Difícil extrair dele informações importantes. Acho que funciono melhor do que os grandes bancos Suíços. Ironias à parte, sei que minhas respostas me pertencem, mas por que torna-se quase uma odisséia encontrá-las?
Questionamentos, dúvidas, reflexões...
Enquanto o sábado se arrasta lá fora, aqui dentro separo algumas músicas, livros e vídeos. Serão meus passatempos terapêuticos. Junto a eles escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo...
Como todo bom sábado, este está enigmático. Até alguns minutos fazia calor, baita sol, vontade de ficar horas deitada nas gramas da Redenção. Agora, o céu ficou cinza e a preguiça, ai, a preguiça apertou...
Por falar em cinza, esta é a cor de minha atual fase de vida. Não vejo muita poesia nesse quesito, mas é a melhor forma de denominá-la. Existe um cinza interior, um cansaço híbrido, confuso. Sou fruto das minhas escolhas ao longo de 2008. Trabalhei tanto que esqueci que sou feita de células e sistemas fisiológicos. Trabalhei buscando coisas e alguns significados que não estavam lá, no meu ofício. E onde eles estarão?
- dentro de ti mesma, Liciane...
Sei. Inclusive, caso queiram guardar algo muito íntimo e valioso, ofereço o meu interior psíquico. Sim..ele é impenetrável, misterioso, quase um túmulo. Difícil extrair dele informações importantes. Acho que funciono melhor do que os grandes bancos Suíços. Ironias à parte, sei que minhas respostas me pertencem, mas por que torna-se quase uma odisséia encontrá-las?
Questionamentos, dúvidas, reflexões...
Enquanto o sábado se arrasta lá fora, aqui dentro separo algumas músicas, livros e vídeos. Serão meus passatempos terapêuticos. Junto a eles escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Estreia
Acabei de parir mais este espaço virtual.
Não nasceu de capricho, tampouco de modinha:preciso das palavras. Preciso expô-las, dissecá-las, escancará-las.
Quem aguentar o desafio pode me seguir por estes pagos.
Não nasceu de capricho, tampouco de modinha:preciso das palavras. Preciso expô-las, dissecá-las, escancará-las.
Quem aguentar o desafio pode me seguir por estes pagos.
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