Sábado...
Como todo bom sábado, este está enigmático. Até alguns minutos fazia calor, baita sol, vontade de ficar horas deitada nas gramas da Redenção. Agora, o céu ficou cinza e a preguiça, ai, a preguiça apertou...
Por falar em cinza, esta é a cor de minha atual fase de vida. Não vejo muita poesia nesse quesito, mas é a melhor forma de denominá-la. Existe um cinza interior, um cansaço híbrido, confuso. Sou fruto das minhas escolhas ao longo de 2008. Trabalhei tanto que esqueci que sou feita de células e sistemas fisiológicos. Trabalhei buscando coisas e alguns significados que não estavam lá, no meu ofício. E onde eles estarão?
- dentro de ti mesma, Liciane...
Sei. Inclusive, caso queiram guardar algo muito íntimo e valioso, ofereço o meu interior psíquico. Sim..ele é impenetrável, misterioso, quase um túmulo. Difícil extrair dele informações importantes. Acho que funciono melhor do que os grandes bancos Suíços. Ironias à parte, sei que minhas respostas me pertencem, mas por que torna-se quase uma odisséia encontrá-las?
Questionamentos, dúvidas, reflexões...
Enquanto o sábado se arrasta lá fora, aqui dentro separo algumas músicas, livros e vídeos. Serão meus passatempos terapêuticos. Junto a eles escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo. Escrevo, me sinto, me envolvo...
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