sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

carnaval

Estou saindo para o carnaval. Isso pode ter inúmeros significados, porém deixo o suspense dos relatos para quarta-feira.

ziriguidum...

bj para todos

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Aviso aos navegantes:

Licicreidi Cristina sairá no carnaval fantasiada como tal.

Quem viver, verá.
Estive ausente, muitas coisas para finalizar.

Mas agora estou aqui.

Pensei muito, nestes dias, nas minha definições para 2009. Ok, eu sei que esse tipo de texto a gente posta no dia 31 de dezembro, mas tudo bem...sou um pouco atrasada, mesmo.

Esse ano eu quero assistir a alguns shows que, para mim, são essenciais:

- Não perder mais o show do Ney Matogrosso aqui em POA.

- Ir à SP, no bar Brahma ,para ver os Demônios da Garoa e o Cauby (não sei se ele ainda canta por lá). Ouvir muito Mariana Aydar, Céu e Ana Cañas.

Amar o samba.

Muito cinema (mesmo...graças ao homem mais lindo desse mundo posso assistir filmes fulltime, sempre).

Mais pôr do sol no Guaíba, mais chimarrão.

Muito amor, muita paz.

Curtir o amor.

Talvez escrever alguma coisa, talvez esconder o que escrevi.

Plantar outra árvore.

Me tornar mestre.

Fazer aula de canto (santodeusdoceu)

Fazer aula de percussão.

Rir muito.

Chorar quando me emociono.

Visitar meus amigos. Curtir os meus amigos. Lembrá-los que eu os amo.

Curtir os meus pais. Curtir meu amor. E dizer o quanto os amo.

Me curtir.

Ser feliz e gritar para todo mundo ouvir.

Escrever as mais lindas canções de amor e depois rasgá-las ao vento.

Ser eu mesma e manter um caso de amor explícito comigo.

Conhecer Barcelona.

Amar Madri.

Chorar em Paris, no Louvre.

Fotos. Muitas, de todos os momentos.

Casar e ver as manhãs mais coloridas do mundo.

Pensar na maternidade como algo futuro.

Pensar no presente.

Agir no presente.

Me orgulhar do passado.

E mais um monte de coisas que agora não recordo, mas que também irão para minha lista.








terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Escolhas

Se você fosse escolher tudo de novo, faria tudo do mesmo jeito?
Iria nos mesmos lugares?
Amaria as mesmas pessoas?
Escutaria os mesmos discos?
Eu não sei...
Talvez mudasse tudo
Talvez mantivesse tudo
Acho que amaria mais as flores
Sentiria mais o vento
Brincaria mais comigo
Talvez eu me amasse
Talvez eu fosse minha melhor companhia
E escutaria discos comigo nas tardes de sábado
Talvez eu fosse assim, igualzinha
Nada de mudanças
Nada de tentativas
Talvez acordasse e dormisse agradecendo a rotina
Lendo os mesmos trechos da bíblia
E os mesmos versos românticos
Ou ainda, quem saberia?
Acordasse outra pessoa
Outros gostos, outra vida colorida
E me tornasse minha melhor amiga
Irmã de peito, irmã de alma
E fosse minha melhor confidente
A melhor companhia para os discos no sábado
E a maior parceira na rotina margarina
Não sei
Só sabemos que as escolhas
São nossas algozes e nossas cúmplices
Sempre alternadamente...
Independente do que somos
Ou daquilo que poderíamos ter sido
Vale pensar no valor que damos a tudo
ao vento, às flores e aos discos
E assim, quem sabe
Faríamos tudo de novo
Igualzinho, igualzinho...

Madrugada

Frio. O medo traz frio.

Espio a avenida e vejo o tédio. Alguns carros e faróis lisérgicos que me atordoam às 3h e pouco da manhã. Acendi o último cigarro, bebi suco (meu fígado não mais suporta etilismos) e senti o ácido da laranja revirando meu estômago.

Começo a brincar de contar faróis, transeuntes bêbados ou travestis que atravessam a avenida. São poucos e raros, então decido voltar ao frio.

O ruído dos ponteiros me emputece de tal forma que pareço enlouquecer. Decido quebrar o relógio em estilo canastrão enquanto faço poses ao espelho. Lixo.

Silêncio.

Após cigarros amassados e bebidas ácidas, meu corpo pede bem mais do que isso. Vou ao banheiro e choro copiosamente enquanto analiso o melhor ângulo no espelho. Hoje meu perfil está péssimo e as lágrimas parecem jatos de desodorante. Tiro a roupa e sento no vaso sanitário. Durante alguns segundos olho o óbvio e remôo antigas canções infantis. Percebo que já é hora de um banho morno quando meus mamilos estão tensos e minhas coxas contraídas. Cantarolo as tais antigas e relembro a última semana do resto de todos os tempos.Ensaboo meus braços com a fúria dos tufões. Tento relaxar minhas pernas e sinto todo o desejo queimando novamente.

Preciso apagar.
Preciso esquecer.

Desisto da toalha e volto a ser aquecida pelo frio. Volto à janela e recomeço a contagem. Os faróis esquentam a madrugada. Torço para esquentar o olhar de algum voyer insone esta noite...