sexta-feira, 13 de novembro de 2009

vento

Naquela noite Beatriz deciciu que jamais deixaria de sonhar. Não havia planejado nenhum segundo daquelas noites, mas soube aproveitá-las muito bem.
Fechou os olhos e deixou os pensamentos soltos...lembrou das cores, do cheiro dele, do toque na sua pele. Sabia que este exercício poderia ser perigoso, contudo não poderia privar-se de tantas lembranças...
E elas eram quentes. Sublimes. Inquietantes.
Foi até a janela e sentiu o vento. Sempre fazia isso quando seu corpo gritava por liberdade. Embora não soubessse como aquietar cada nova sensação, permitiu que tomassem conta de cada pedaço seu.
E entregou-se...

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