quarta-feira, 25 de março de 2009

LSD urbano

Queria que a vida tivesse trilha sonora. E onomatopéias, exclamações, asteriscos e tudo o mais que pudesse torná-la musical e gráfica.

Tem horas que me sinto um personagem. Me sinto meio que dentro de folhas ou de um vídeo, cercada de grafismos que me sufocam, mas ao mesmo tempo me definem.

Viver tem destas coisas...

Agora, pela noite, trilhei algumas ruas que pareciam linhas de uma folha de almaço. Fui andando e desenhei algo de concreto: não eram palavras, tampouco figuras. Talvez alguns rabiscos que possam siginificar um pedaço da minha história. Acho que ainda vivo de esboços, pois, às vezes, sinto necesssidade em usar liquid paper ou borrachas...de qualquer forma, mesmo em forma inacabada, é, ainda, uma forma única e muito honesta de autorepresentação.

(Que me perdoem os cartunistas...)

Mesmo agora, aqui, as palavras saem meio atônitas, parecidas com "escritas -neoclássicas- de caneta-tinteiro"...digo isso pela complexidade com que fogem da minha cabeça e escorregam por este teclado. Parece que borram ao roçar da mão sobre o papel, tal qual nanquim...

Depois de tintas e asteriscos, pretendo musicalizar certos riscos, dar cor àlgumas expressões. De tão lisérgico, tudo isso parece ter mais sentido quando pensado, e menos enquanto escrito.

Eu preciso de um novo almaço. Ou de uma borracha. Acho que preciso passar essa noite a limpo .



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