segunda-feira, 27 de abril de 2009

Segundona...

Fazia tempo que não acordava com tanta preguiça. E o pior é que sei que essa preguiça só me prejudica...

Tem horas que sinto uma vontade de virar acetona e evaporar. Tenho vontade de pegar umas roupas, um táxi a e só dizer: Aeroporto, por favor. Tudo assim, bem simples, bem fácil. Lá no Salgado Fiho eu decidiria meu destino...

Penso muito em um dia ter essa flexibilidade, essa liberdade de ir e vir. O grande entrave é a profissão, os compromissos financeiros, toda essa tal de estabilidade pós-moderna que levei anos para conquistar (e que ainda não está plenamente conquistada). Se hoje eu tivesse filhos não exitaria em mandá-los voar, de vez em quando. E voar não necessariamente é a bordo da Gol ou da Tam. Queria que pegassem suas mochilas e desbravassem o quintal da casa, o pátio da vó, o sítio do coleguinha de escola. Depois, nas férias, queria pegá-los e falar: crianças, não se é cidadão nem ser humano feliz sem conhecer o mundo além do mundo. Iríamos para lugares exóticos, conheceríamos culturas...os monumentos, as favelas, as pessoas comuns das ruas, a geografia, o desconhecido. Queria que em minha velhice olhassem para mim e dissessem: Mãe, tu nos ajudou a ver um mundo colorido.

Bom, hoje estou nostálgica e um poquinho reflexiva. Acho que não é nada deprê nem TPM. Acho que é uma vontade de ver pontinhos coloridos por aí...

Pela noite reforço ou refuto essa minha reflexão matinal. Juro

bjocas

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