Ainda não dormi...
Venci a primeira etapa, agora vem o portfólio...
tic-tac-tic-tac
O tempo é mesmo implacável...
quinta-feira, 26 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Sambinha 3x4
Sabe meu senhor
Todo samba tem o dom
de batucar no coração
O meu já batuca no tom
de quem busca afinar o seu som
e sigo cantando o compasso
de quem samba por amor
láiá, laía, láía, laiá
(sei lá, deu vontade de batucar e criei esses versinhos...)
Todo samba tem o dom
de batucar no coração
O meu já batuca no tom
de quem busca afinar o seu som
e sigo cantando o compasso
de quem samba por amor
láiá, laía, láía, laiá
(sei lá, deu vontade de batucar e criei esses versinhos...)
LSD urbano
Queria que a vida tivesse trilha sonora. E onomatopéias, exclamações, asteriscos e tudo o mais que pudesse torná-la musical e gráfica.
Tem horas que me sinto um personagem. Me sinto meio que dentro de folhas ou de um vídeo, cercada de grafismos que me sufocam, mas ao mesmo tempo me definem.
Viver tem destas coisas...
Agora, pela noite, trilhei algumas ruas que pareciam linhas de uma folha de almaço. Fui andando e desenhei algo de concreto: não eram palavras, tampouco figuras. Talvez alguns rabiscos que possam siginificar um pedaço da minha história. Acho que ainda vivo de esboços, pois, às vezes, sinto necesssidade em usar liquid paper ou borrachas...de qualquer forma, mesmo em forma inacabada, é, ainda, uma forma única e muito honesta de autorepresentação.
(Que me perdoem os cartunistas...)
Mesmo agora, aqui, as palavras saem meio atônitas, parecidas com "escritas -neoclássicas- de caneta-tinteiro"...digo isso pela complexidade com que fogem da minha cabeça e escorregam por este teclado. Parece que borram ao roçar da mão sobre o papel, tal qual nanquim...
Depois de tintas e asteriscos, pretendo musicalizar certos riscos, dar cor àlgumas expressões. De tão lisérgico, tudo isso parece ter mais sentido quando pensado, e menos enquanto escrito.
Eu preciso de um novo almaço. Ou de uma borracha. Acho que preciso passar essa noite a limpo .
Tem horas que me sinto um personagem. Me sinto meio que dentro de folhas ou de um vídeo, cercada de grafismos que me sufocam, mas ao mesmo tempo me definem.
Viver tem destas coisas...
Agora, pela noite, trilhei algumas ruas que pareciam linhas de uma folha de almaço. Fui andando e desenhei algo de concreto: não eram palavras, tampouco figuras. Talvez alguns rabiscos que possam siginificar um pedaço da minha história. Acho que ainda vivo de esboços, pois, às vezes, sinto necesssidade em usar liquid paper ou borrachas...de qualquer forma, mesmo em forma inacabada, é, ainda, uma forma única e muito honesta de autorepresentação.
(Que me perdoem os cartunistas...)
Mesmo agora, aqui, as palavras saem meio atônitas, parecidas com "escritas -neoclássicas- de caneta-tinteiro"...digo isso pela complexidade com que fogem da minha cabeça e escorregam por este teclado. Parece que borram ao roçar da mão sobre o papel, tal qual nanquim...
Depois de tintas e asteriscos, pretendo musicalizar certos riscos, dar cor àlgumas expressões. De tão lisérgico, tudo isso parece ter mais sentido quando pensado, e menos enquanto escrito.
Eu preciso de um novo almaço. Ou de uma borracha. Acho que preciso passar essa noite a limpo .
Dá-se aulas...
Dentre tantas coisas em minha vida, uma veio em momento certeiro: ser professora. Sim, professora universitária. Planejei isso desde a saída da faculdade e, agora, posso dizer de forma segura que sou docente.
Além da alegria, também sinto o peso da responsabilidade. Lecionar não é tarefa fácil..exige tempo, planejamento, paciência e disciplina. Sempre.
Queria deixar esta notícia registrada aqui.
Ainda preciso de tempo para tantas outras atividades que pretendo executar em 2009...a especialização, a preceptoria em saúde mental, algum esporte pq a idade tá pegando, aula de percussão ou teatro. Não sei bem nem como, mas quero buscar sempre mais.
O tempo não para. O mundo não para.
Também não posso parar...
Além da alegria, também sinto o peso da responsabilidade. Lecionar não é tarefa fácil..exige tempo, planejamento, paciência e disciplina. Sempre.
Queria deixar esta notícia registrada aqui.
Ainda preciso de tempo para tantas outras atividades que pretendo executar em 2009...a especialização, a preceptoria em saúde mental, algum esporte pq a idade tá pegando, aula de percussão ou teatro. Não sei bem nem como, mas quero buscar sempre mais.
O tempo não para. O mundo não para.
Também não posso parar...
Notícias do mundo de lá
Blogueiros e leitores
Há tempos sinto vontade de voar por aí, conhecer lugares, culturas, paisagens. Coincidentemente, de ontem até agora (14h), conversei com 3 pessoas que me relataram a mesma coisa: vontade de desbravar o mundo.
Em post's mais antigos relatei a vocês toda a minha angústia em sair de Poa e, ao mesmo tempo, em ficar em Poa. Isso pode parecer simples, óbvio, mas não é. Não é mesmo. Cada dia vamos demarcando o território, deixando nossas marcas, assumindo responsabilidades. A cada dia percebo que minhas raízes tornam-se mais estáveis, porém não mais tão fixas à terra. Talvez todas estas experiências sirvam para garimpar novos pagos por este mundo de meu-Deus. Espero..
Fica a reflexão de que nada adianta viver se não houver riscos, sejam eles positivos ou não. E arriscar signifca ousar, buscar o novo, meter as caras ( bom, pelo menos nisso eu já tenho experiência...). Acordei com vontade de Europa, de Macchu Picchu, de Nordeste. Daqui a pouco minha vontade vai para São Paulo, para Minas, para o mundo.
Deixo aqui os sentimentos de felicidades para aqueles que estão indo buscar o seu novo mundo, e para aqueles que ainda buscam este mundo dentro da alma. Talvez eu pertença a esta categoria.
bjos reflexivos...
Há tempos sinto vontade de voar por aí, conhecer lugares, culturas, paisagens. Coincidentemente, de ontem até agora (14h), conversei com 3 pessoas que me relataram a mesma coisa: vontade de desbravar o mundo.
Em post's mais antigos relatei a vocês toda a minha angústia em sair de Poa e, ao mesmo tempo, em ficar em Poa. Isso pode parecer simples, óbvio, mas não é. Não é mesmo. Cada dia vamos demarcando o território, deixando nossas marcas, assumindo responsabilidades. A cada dia percebo que minhas raízes tornam-se mais estáveis, porém não mais tão fixas à terra. Talvez todas estas experiências sirvam para garimpar novos pagos por este mundo de meu-Deus. Espero..
Fica a reflexão de que nada adianta viver se não houver riscos, sejam eles positivos ou não. E arriscar signifca ousar, buscar o novo, meter as caras ( bom, pelo menos nisso eu já tenho experiência...). Acordei com vontade de Europa, de Macchu Picchu, de Nordeste. Daqui a pouco minha vontade vai para São Paulo, para Minas, para o mundo.
Deixo aqui os sentimentos de felicidades para aqueles que estão indo buscar o seu novo mundo, e para aqueles que ainda buscam este mundo dentro da alma. Talvez eu pertença a esta categoria.
bjos reflexivos...
domingo, 22 de março de 2009
poeminha retirante
Seu moço, não tenha medo. Sou homem simples, sou homem honesto. Peço ao senhor que me escute um só minuto, talvez cinco ou pouco mais...
"Vim aqui atrás de abrigo, precisado de comida, de dinheiro e atenção. Percorri todo o sertão, cortei cana no engenho e fiz a minha oração. Cheguei agora, moço amigo, e só tenho aqui comigo este singelo tostão. Dele terei água, terei farinha, dignidade e um pedaço de pão. O mais difícil, o pior de toda situação, é correr mundo sozinho, sem amor e sem direção. Saí de casa tão cedo, ainda sentia medo, mas precisava de alguma resolução - seja ela do diabo ou do santo de devoção.
O que se sucede, seu moço, é que homem ainda novo nada tem de abrigo ou pão. Tenho ofício aprendido com meu pai de criação. Sei cuidar de terra e bicho, honro minha obrigação. O que sei, seu moço, agora, é que homem senta e chora na hora da humilhação.
Só lhe peço que escute essa minha situação. Nada tenho além dos braços, só esperança no coração.
Via a seca, vi a morte, passei fome em provação. Corri mundo atrás de um norte, esperando solução.
Se lhe incomodo, senhor seu moço, peço apenas o seu perdão. Sou homem sofrido, com sentimento sentido -precisava dividir consigo esta minha condição"
Agora já vou indo, buscar alguma ocupação. Procurar outro moço amigo, que escute um homem sofrido, e que possa estender-lhe a mão. Já vou indo, senhor seu moço, obrigado pela atenção.
"Vim aqui atrás de abrigo, precisado de comida, de dinheiro e atenção. Percorri todo o sertão, cortei cana no engenho e fiz a minha oração. Cheguei agora, moço amigo, e só tenho aqui comigo este singelo tostão. Dele terei água, terei farinha, dignidade e um pedaço de pão. O mais difícil, o pior de toda situação, é correr mundo sozinho, sem amor e sem direção. Saí de casa tão cedo, ainda sentia medo, mas precisava de alguma resolução - seja ela do diabo ou do santo de devoção.
O que se sucede, seu moço, é que homem ainda novo nada tem de abrigo ou pão. Tenho ofício aprendido com meu pai de criação. Sei cuidar de terra e bicho, honro minha obrigação. O que sei, seu moço, agora, é que homem senta e chora na hora da humilhação.
Só lhe peço que escute essa minha situação. Nada tenho além dos braços, só esperança no coração.
Via a seca, vi a morte, passei fome em provação. Corri mundo atrás de um norte, esperando solução.
Se lhe incomodo, senhor seu moço, peço apenas o seu perdão. Sou homem sofrido, com sentimento sentido -precisava dividir consigo esta minha condição"
Agora já vou indo, buscar alguma ocupação. Procurar outro moço amigo, que escute um homem sofrido, e que possa estender-lhe a mão. Já vou indo, senhor seu moço, obrigado pela atenção.
Voltei
Amigos,
Retorno a estes pagos depois de longo tempo de ausência. Desculpem meus poucos (será que ainda existem?) leitores, mas estive numa empreitada profissional que tomou bastante tempo.
Enfim, às palavras.
Meu final de semana foi bastante cultural. Só eu sei a falta que me faz finais de semana regados a cultura, a arte ou a qualquer elemento que faça a emoção fluir. Ontem assisti "A Alma Boa de Setsuan". Queria assistir esta peça desde Sampa, e quando soube que viria para POA quase enlouqueci. Ganhei de presente do momô um ingresso e lá me fui para o São Pedro ( o teatro, e não o hospício).
Gostei. E muito. Peça leve, bem atuada, cenários e direção impecáveis. A Denise Fraga me surpreendeu no palco e o Ary França fez eu ter mais certeza de que ele é foda.
E ele é foda!
Hoje assisti showzinho do Nando Reis e Ana Canãs, lá no Anfiteatro pôr-do-sol. Esperava mais do show e, principalmente, da Ana, pois acho o trabalho dela muito bom. Só que tudo pareceu meio improvisado, ela perdida nas letras, o Nando perdido na dupla..não sei. O que sei é que as letras dele me tocam profundamente, e só por isso já valeu a pena!
E preciso ir a um show solo da Ana para me deleitar com as suas maluquices de palco e com sua voz poderosa.
Bom, estou voltando aos poucos para o Blog. Não prometo muitos momentos de aventuras e de requintes literários, mas vou me reencontrando com minhas palavrinhas em transe diariamente.
De resto, muito trabalho, muitos planejamentos e uma puta vontade de me soltar mais e mais por aqui!
Espero que alguém leia este post, peloamordedeus (senão terei a certeza de que não fiz nenhuma falta virtual..haha)
Retorno a estes pagos depois de longo tempo de ausência. Desculpem meus poucos (será que ainda existem?) leitores, mas estive numa empreitada profissional que tomou bastante tempo.
Enfim, às palavras.
Meu final de semana foi bastante cultural. Só eu sei a falta que me faz finais de semana regados a cultura, a arte ou a qualquer elemento que faça a emoção fluir. Ontem assisti "A Alma Boa de Setsuan". Queria assistir esta peça desde Sampa, e quando soube que viria para POA quase enlouqueci. Ganhei de presente do momô um ingresso e lá me fui para o São Pedro ( o teatro, e não o hospício).
Gostei. E muito. Peça leve, bem atuada, cenários e direção impecáveis. A Denise Fraga me surpreendeu no palco e o Ary França fez eu ter mais certeza de que ele é foda.
E ele é foda!
Hoje assisti showzinho do Nando Reis e Ana Canãs, lá no Anfiteatro pôr-do-sol. Esperava mais do show e, principalmente, da Ana, pois acho o trabalho dela muito bom. Só que tudo pareceu meio improvisado, ela perdida nas letras, o Nando perdido na dupla..não sei. O que sei é que as letras dele me tocam profundamente, e só por isso já valeu a pena!
E preciso ir a um show solo da Ana para me deleitar com as suas maluquices de palco e com sua voz poderosa.
Bom, estou voltando aos poucos para o Blog. Não prometo muitos momentos de aventuras e de requintes literários, mas vou me reencontrando com minhas palavrinhas em transe diariamente.
De resto, muito trabalho, muitos planejamentos e uma puta vontade de me soltar mais e mais por aqui!
Espero que alguém leia este post, peloamordedeus (senão terei a certeza de que não fiz nenhuma falta virtual..haha)
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