sábado, 31 de janeiro de 2009

Ceumar - Cantiga

Música bonitinha...

Flower não é flor
Mas eu te dou meu amor,little flower
Sete cravos, sete rosas,liro-liro lê, liro-liro lá
Girândolas, girândolas
Give me your love Love me alive Leve me leve
Nas asas da borboleta leta
Que borbole bole - bole
Sol que girassole, Sole mio amore
Flore me now and forever
Never more flores Never more flores

Casinha no campo


Eu quero uma casa no campo.
Quero um cantinho bem sossegado para curtir a minha companhia.
Queria a paz de uma casinha no meio do mato, mas também a agitação borbulhante de uma grande metrópole.
Porto Alegre não mais me comporta como eu gostaria. Estamos de férias uma da outra. Caminho pelas suas ruas e sinto um eco, eu falando comigo mesma as mesmas coisas, as mesmas coisas, as mesmas coisas, as mes....

Quero uma casinha pequena, com fogão de lenha e muitas flores. Quero fazer um pão quentinho, olhar pela janela e sentir o vento puro do pátio.
Quero ouvir boas músicas e tomar muito suco. Quero ler alguns livros bacanas e acessar a internet assim, sódevezemquando.

E quando eu cansar da casinha, quero ser igual passarinho que aprende a voar. Vou fechar as suas janelas e correr ao encontro do mundo, que é instigantemente perigoso.

É instigantemente delicioso.

Quero percorrer as ruas e abraçar pessoas que nunca vi. Sentir o vento, olhar montanhas, me sentir pertencente àquilo que não conheço ainda.

Mas ainda assim, minha casinha estará lá, no campo, esperando pelo meu merecido descanso.

Merecido.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"me vê um quarto de quilo de amor, Amor??"

Pela banalização do bom senso...

Amor não se vende em feira,
não se pesa em kilos nem se mensura com régua.

Amor é sentimento.

Amor é para ser recitado, declamado.
Não é um simples objeto de linguagem.

Banalizo os costumes, mas preservo o amor.
Sempre.

Acho que todos deveriam pensar assim (ou bem próximo disso)

(reflexão intimista de uma romântica semi-enrustida)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ahh, o samba..o carnaval...


Hoje tive nova confirmação que o samba, o velho e bom samba, faz parte de mim.
Assisti "As tias do Samba", com tia Surica da Portela e Tia Sapoti, da Mangueira.

Incrível.

Quero ser uma tia assim (pena que sem o vozeirão)

"Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
Ou é ruim da cabeça,
ou doente do pé."

Concordo.

Ontem, remexendo em fotos antigas, encontrei uma ao lado do violão do meu tio, no qual eu "tocava" "Ô coisinha tão bonitinha do pai..."

E é assim desde criança, não tem jeito. Frequentei bailes de carnaval desde os meus 9 meses de idade.Concorri em diversos concursos de fantasia (ganhei alguns) e fui "Rainha do Carnaval Infantil do Clube Farrapos "(pronto, falei!!!). O carnaval me exerce um fascínio tão retumbante quanto seu ritmo. Era como um ritual: minha mãe iniciava a idéia e a confecção da fantasia 1 ou 2 meses antes dos bailes, e eu ficava assim, olhinhos brilhantes, encantada com tudo aquilo. Quando assistia pela tv aos desfiles do carnaval do Rio me sentia parte daquilo, sem nem mesmo conhecer a cidade maravilhosa.

Hoje, com uma grande possibilidade de ir à Sapucaí, percebo meus olhos brilhando, como se eu voltasse a ser a criança faceira dos bailes de carnaval gaúchos.

A vida é mágica justamente porque existem encantamentos que duram para sempre. Queria sentir toda essa magia o an inteiro!

e ziriguidum prá todo mundo que o carnaval vem vindo e o sambódromo carioca está me esperando!

E dá-lhe Imperatriz Leopoldinense!

bjocas de partido-alto para todos

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cheguei cansada. Estou com tanta coisa para terminar no trabalho que parece não ter mais fim.
Apesar dos pesares, fico mais tranquila ao saber que uma etapa está sendo concluída. Acho que minhas noites de insônia terminarão em breve...

Estou quase de féria e, ainda, nada de roteiro de fuga. Preciso pensar para onde irei em fevereiro. Preciso descansar, respirar outros ares, esquecer um pouco Porto Alegre. Isso sempre me faz bem.

Enquanto não aparece uma alternativa fantástica, barata e sensacional, vou me ocupando com meu blog, minhas escritas e bastante estudo. Quem tiver uma idéia bacaninha, please, manda um mail aqui para essa amiga que vos escreve (ou deixa um comentário que lerei com maior prazer)

De resto, resta o sono e mais nada.

até
Caro Pedro,

Estou excitada com cada palavra de tua carta. Saber que minha morte te causa prazer tornou minha noite mais interessante.
De fato, não tenho a consonância poética de teus versos. Tenho o veneno que te embala por horas de prazer solitário e um pouco de bebida. Saber que desenhas com vinho o mapa de minhas curvas cadavéricas fez com que sentisse tesão pela leitura.
Minha cama quente jaz ocupada por outro, mais caloroso que tu nos momentos de gozo e gemidos. Me contorço com teu choro e brindo cada lágrima com orgasmos ruidosos que acordam a todos nas redondezas.
Amado, o mundo que me ofereceste era de vidro. Te ofertei sangue, calor e diamantes. Infelizmente não soubes prestigiar meu banquete.

Agora, repenso o mundo que deixei de viver estando ao teu lado. Creio que merecias mais do que um simples adultério. Penso em alternativas mais furtivas para teu lento sofrimento: talvez meu veneno devesse ter sido fatal.

Enquanto aprimoro formas de te fazer morrer aos poucos, alimento meus deleites sem mais pensar em ti. Nunca mais.
Que teu fim seja morno, ácido e vagarosamente dolorido.

Tua B

domingo, 25 de janeiro de 2009

Balada para Beatriz

Cai a noite e ainda penso em ti. Não que tu mereças sequer um segundo de sono perdido, mas o cheiro do teu corpo ainda está preso ao meu. Ontem decidi que não mais faria parte desse submundo sentimental que me ofereceste por 4 meses. Não mais tragarei cada substância que dele foi extraído e que arruinaram a minha vida. Não mais.

Você, Beatriz, é ainda a mulher mais linda que já transitou pelo meu quarto e pelos meus sonhos. Talvez tenha tido com você o melhor sexo que um macho pudesse querer. Teu estremecer na cama a cada orgamo fez eu acreditar em uma vida não-plástica, onde a lacuna entre um cigarro e outro poderia ser chamada de felicidade. De resto, rastejei implorando bem mais do que isso. Queria ter em minhas mãos teu coração, e não somente teus seios. Talvez eu tenha sido apenas um membro que satisfez teus desejos mais lunáticos e desconcertantes. Talvez eu tenha sido um gozo, um motivo para outro cigarro, não sei. Eu poderia ter sido qualquer motivo para tu acreditares que a vida valia a pena. Mas não fui.

Preferiste me matar aos poucos com teu veneno lascivo.

Hoje, Beatriz, cai a noite e me pego pensando em formas de te matar. Penso no meu luto como uma catarse merecida e ordinariamente planejada. Em cada curva do teu corpo imagino vinho tinto derramado, línguas insandecidas, gemidos de plenitude. Vinho tingido de sangue bordô, artesanalmente tatuando teu cadáver. Penso em formas de assim o fazê-lo, penso em métricas e rimas para preencher teu atestado de óbito. De resto, Beatriz, resta a cinza, a carne podre, o nada.

Por fim, minha querida, quero que saibas que jamais pensarei em outra mulher como assim fiz por ti. Jamais tamanho ódio e desprezo assumirão papel superlativo em minha vida. Jamais.

Espero que tua cama esteja quente o suficiente para te proteger de ti mesma.

Descanse em paz.

Pedro