Penso em você e sinto fome.Uma fome estranha e voraz que corrói minhas idéias na madrugada.Não, não se trata de abrir a geladeira e encontrar algo sólido que a amenize. Preciso digerir o teu descaso com a melancolia abominante de uma fome sem comida.
Trata-se, portanto, de um tratado tragi-cômico sobre a condição humana. Essa é a minha situação atual. A minha condição humana. Pensar em situações descabidas e lascivas sobre a tua pessoa reafirma tudo isso.
Por horas permaneci imóvel, perplexa, com frio. Não soube contemplar teus olhos sem atingi-los com meu ódio. Podes pensar que sou covarde por te atingir com caracteres e não com a verborragia que me é constumaz. Não importa. Despejo virtualmente a dor e a fome de ser desprezada por um pedaço de carne.
Sim. És um pedaço de carne que matava minha fome e que hoje espero pela putrefação.
Não estou sendo trágica, Pedro (não, antes mencionei a tragi-comédia da humanidade). E as boletas não sao as responsáveis por tudo isso. A responsabilidade é somente tua.
Cada digitação é como um orgasmo interrompido: tenho prazer em meu ódio, mas não consigo gozar. Sim, sou assim mesmo, sabe bem das minhas limitações emocionais que não permitem que suma de vez deste planeta podre e injusto. Melhor seria o teu sumiço, Pedro.
Para sempre.
B.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
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