quarta-feira, 23 de setembro de 2009

semtítuloadequadonomomento

Depois de um banho, sinto que as coisas não giram tanto.

Comi um waffer de chocolate como tentativa de melhorar minha larica enólica. Assisti no Youtube ( a televisão do futuro) mais dois programas do Irritando Fernada Young. Descobri que gosto muito dela. Gosto de sua literatura, da sua velocidade. Ela é autêntica, talentosa, escrota e irritante. Ela é incrível. Depois de eu ter saído de um quadro bastante punk ano passado, comecei a avaliar a vida de forma amarga (para uns), realista (para outros) ou realisticamente amarga (como seria para Fernanda Young) É bom saber que outros compartilham dessa opinião mais ácida. Não somos piores porque acreditamos em um mundo ora cinza, ora rosa. Acredito no lado podre de cada ser humano, e acho que ele pode se tornar mais decente. Agora, convenhamos, acreditar que o lado podre inexiste nas pessoas "de bem" é entender muito pouco a Humanidade, faça-me o favor...hoje eu não faço de conta que não tenho defeitos - os tenho e passo horas do meu dia tramando formas de diminuí-los. Acredito que o mundo do trabalho é competitivo, mas não ofereço a outra face caso me espanquem. Mulheres são difíceis, lascivas, peçonhentas por vezes. Sou uma e sei do que estou falando. Não quero bancar a pinta de super-amiga-querida quando sinto desprezo por tantos atos medíocres que circulam no meu cotidiano. Toda mulher sabe fazer cena (drama, comédia, clown- este geralmente sem saber), sabe enganar, sabe ser ruim, vingativa. Mas também sabe proteger, ser doce, ter filhos e amá-los incondicionalmente, ter um amor para toda vida. Uma faceta não exclui a outra. Trata-se, portanto, de se mostrar como de fato somos. Por quê os rótulos, ou ainda, para que existem?

Fernanda, obrigada por mostrar-se além dos rótulos...

A condição humana é superior a isso tudo. Nós somos superiores a isso tudo. Pena muitas de nós não termos entendido a mensagem.

Ainda dá tempo.
Fui.


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